Valorizando a Literatura Brasileira

O tema da Culturação de hoje é a Literatura brasileira. Pensando ká com meus botões percebi que não leio tanto livros brasileiros, a maioria é extrangeira mesmo. E eu poderia dar milhões de explicações para isso, mas vou apenas dizer que é a força do hábito mesmo.

Projeto Culturação é uma iniciativa do blog Monikysses e Diário de Penteadeira, para gerar maior interação entre blogueiros de diversos segmentos.

Mas como a proposta do Projeto é indicar m livro brasileiro vou fazer um Top 3 com os que me conquistaram de uma forma muito inesperada, pelo conteúdo e pelo desenrolar da trama.

1ª Lugar: O Tempo e o Vento (Érico Veríssimo)

Ok, são quatro livros de uma só vez aqui na primeira posição. Mas, não, eu não estou indecisa. Estes livros, ou melhor esta série de livros contam a história centenária da construção do Sul brasileiro, principalmente do Estado de Santa Catarina. O enredo acompanha a história de uma família, numa linha de sucessão cuja herança é uma briga histórica. É um pouco parecido com a serie Hatfields e Mccoys que passou nos EUA e foi reprisada várias vezes. A série de livros serviu de base para uma minisérie que passou na Rede Globo (se não me engano), mas não recomendo assistir a série. Particularmente acho que perde um pouco a graça da história, por ser um enredo complexo e se tratar de uma história que aconteceu por cerca de cem anos seguidos.

2º Lugar: O Segredo de Luísa (Fernando Dolabela)

Esse é um romance para quem gosta de empreendedorismo. Desculpa aí gente, mas eu sou uma Administradora. E apesar da temática empresarial, é um romance muito bom porque mostra a trajetória de uma mulher que está em busca de um sonho

3ª Lugar: Dom Casmurro (Machado de Assis)

Sempre fui fã das poesias de Machado de Assis, mas Dom Casmurro é uma história bem envolvente e cheia de mistério. Não vou dar nenhum Spoiler aqui. Mas esse livro está na lista de leitura obrigatória por um motivo e eu concordo com quem fez esta lista. Inclusive teve até seriado baseado na história da queridíssima Capitu, personagem que serviu e ainda serve de inspiração para muitas histórias.

Essas são as minhas sugestões, espero que vocês gostem e deixem suas opiniões nos comentários. Qual é o seu favorito? E já que eu não sou muito de ler livros nacionais, me deixem as suas sugestões também.

O CATADOR DE LIXO


João ouve o som agudo do despertador às seis da manhã, abre os olhos e esfrega-os com as duas mãos. Depois levanta devagar e vai até o banheiro arrastando os pés no chão. Então se troca, liga a maquininha de fazer café e assiste enquanto ela faz um zumbido meio eletrônico e meio mecânico para depositar o café na xicara. Abre um pão macio feito em casa e passa uma camada fina de manteiga. Ele se delicia.
Depois de forrar o estômago, põe o paletó e pega a pasta preta cheia de papel. Sai pela porta da frente, entra em seu carro e segue para o trabalho. Sua sala confortável, com uma mesa de vidro, cadeiras acolchoadas e pouca coisa disposta em pilhas. Apenas alguns livros e panfletos. Num dos cantos havia um divã, uma poltrona e um sofá grande.
Seu primeiro treco entra, sério e mancando de uma perna. Alto, imponente, com os cabelos brancos e as rugas evidentes. Senta-se no sofá grande e espera João sentar-se na sua frente para começar a falar. Transbordando sua ansiedade, despejando os vários problemas, Sua empresa será vendida. Estão mandando ele se aposentar. Mas ainda tem uma grande dívida, que talvez não consiga pagar. E enquanto fala sua voz treme. Treme as mãos. Treme o corpo. Mas João nunca treme.
Depois de duas horas entra uma sucata, toda elegante e rebuscada. Com um coque no topo da cabeça, a mulher desliza até o sofá e senta-se bem devagar. E demora um pouco pra conversa começar. A mulher que já era toda esticada, diz que quer fazer mais uma plástica. "Eu não quero envelhecer!". João balança a cabeça e pensa "Eu só não quero enlouquecer".
Depois de umas três horas, eis que entra uma peça nova. Com roupas de couro e óculos de sol. Um palito entre os dentes e um ar muito descontente. O som de seus passos era abafado. Sentou-se primeiro e esperou João sentar-se, então falou que estava num empasse. Cantou as canções dos homens que morrem, os que batem no peito e vão pro ataque. Falou das guerras por onde andou. E como um dia abandonou um cão no deserto em meio ao horror. João sentiu o peito pesado ao olhar os olhos vermelhos por falta de amor.
No fim do dia João levantou-se de sua cadeira como se um peso enorme lhe puxasse para baixo. Guardou suas anotações. Pegou sua pasta, apagou as luzes e fechou a porta atrás de si. Foi andando com calma até seu carro. Com um pouco de dúvida quanto ao destino.
Ao chegar em casa, despiu-se, olhou-se no espelho e viu tudo que que ouvira o dia inteiro nas linhas do seu rosto e em seus olhos vermelhos. Carregava o peso de um mundo inteiro. Colocou um moletom velho e todo manchado. Sentia que sua mente estava num tempo nublado. Desceu até o porão de sua casa, acendeu a luz e revelou uma zona. Tudo estava sujo e bagunçado. Ele abriu um armário e pegou um tecido, esticou-o num varal e prendeu as quatro pontas. Em seguida foi à uma gaveta e pegou algumas bexigas recheadas com um liquido colorido. Despejou ali tudo o que trazia consigo.

Administrador - WORK OR NOT WORK

O segundo tema do Projeto Culturação que vou abordar hoje é a minha profissão de Administradora, seguindo a sugestão da Monikysses

Lembrando  que o Projeto Culturação é uma iniciativa do blog Monikysses e Diário de Penteadeira, para gerar maior interação entre blogueiros de diversos segmentos.


Quem é o Administrador?

Segundo o Guia do Estudante "O administrador gerencia recursos financeiros, materiais ou humanos de uma empresa. Ele tem lugar em praticamente todos os departamentos de uma organização pública, privada ou sem fins lucrativos".

A Administração é uma ciência social bem ampla e abrange várias áreas; a atuação do profissional vai depender da especialização que ele escolher e o foco que der para sua carreira.

O que faz o administrador?

As funções básicas do administrador são Planejar, Organizar, Dirigir e Controlar os processos administrativos. E se você está pensando em seguir essa carreira tenha em mente que é preciso gostar muito de buscar soluções para problemas organizacionais e que será imprescindível uma especialização para que você se destaque no mercado.

O que tem de interessante?

Mas se você gosta de competir, vem quente que o negócio ferve. independente da área em que você for atuar seu objetivo principal será apenas um: O LUCRO. Nessa busca constante por lucratividade podem surgir grandes oportunidade de inovação e é aí que começa a parte legal da administração. Se você for uma pessoa criativa vai tirar de letra algumas situações. em organizações mais flexíveis é possível propor melhorias nos processos.
Outra parte beeem interessante é que você pode ser seu próprio chefe, pode empreender, vender seus próprios produtos ou serviços. Basta ter uma ideia legal e por a mão na massa. Hoje em dia tem muita gente se dando bem com empreendimentos.


O que não é tão interessante?

A área de administração é muito competitiva, principalmente porque não existe uma regra que somente administradores podem administrar. Geralmente, qualquer pessoa que tenha alguma competência administrativa pode administrar. Já vi casos de Engenheiros, Médicos, Professores ou mesmo pessoas nem formação superior administrando negócios.  O que é uma pena e prejudica pessoas que assim como eu dedicaram 4 ou 5 anos da vida pra ser Administrador.
O mesmo ocorre nos concursos públicos, geralmente conhecidos pelas várias exigências para provimento de cargos, onde tudo tem que ser comprovado com documentos; mas peca na hora de contratar profissionais para as áreas administrativas já que qualquer um com Ensino Médio completo pode se candidatar para o cargo de Assistente Administrativo em um órgão público. Eu mesma fiz um concurso recentemente em que 200 pessoas competiam para uma mesma vaga administrativa, porém nem todos tinham formação formal para atuar como administradores. Então se você estiver pensando em entrar nesse mercado, venha preparado!



Bom essa é minha profissão, :).


A esperança


Uma folha verde que ainda dança, aproveita o momento até a última nota. Decora a música e então decola. Te mantém de pé, mesmo que andando pé ante pé ou na ponta dos pés.  Intrigante e teimosa, dança mesmo sem música, com a determinação de quem tem fome e precisa se alimentar. Anos depois da musica ter acabado, continua ali no mesmo passo, vai te levando pelo braço e o seu cansaço.

Então ela senta do teu lado, pra ver o filme da sua vida, com uma paciência infinita, assiste até a última cena, espera que a última letra suma e toda a plateia vá embora. Já com a luz acesa, sorri e acena: “você tem que continuar”.


Vai te empurrando, te levando, te obrigando a continuar, a buscar, a melhorar, e aprimorar. Faz-te pensar que ainda é forte, que na vida você ainda pode lutar e se entregar. E quem sabe até amar e esperar que na vida ache algum lugar pra descansar e contemplar as maravilhas desse ligar.

QUEM NÃO É VISTO NÃO É LEMBRADO - Culturação no Lado do Meio

A minha primeira postagem do Projeto Culturação - desculpem meu atraso, mas tive alguns imprevistos... :( - é sobre Comunicação e Marketing. Assuntos que eu já discuti aqui no blog algumas vezes.

Considerando eu em Maio temos algumas datas comemorativas referente ao tema (03/05 - Dia Internacional da Liberdade de Imprensa; 05/05 - Dia Nacional das Comunicações; 08/05 - Dia do Profissional de Marketing; 27/05 - Dia Mundial dos Meios de Comunicação). as idealizadoras do projeto Culturação Monika Andreoti, do blog Monikysses e a Carol dos Santos, do blog Diário de uma Livromaníaca, propuseram alguns temas para "fermentar" a blogagem de vários blogs.

Escolhi os temas que melhor se enquadram no Lado do Meio e - como semana passada não consegui postar - vou começar fazendo o anúncio do Lado do Meio. Não é o melhor dos anúncios, mas tive uma ideia que achei legal.

No vídeo abaixo, vocês poderão conhecer um pouco do Lado do Meio. Por favor deixem suas opiniões nos comentários.





No começo do Canvas eram só ideias soltas
Mas ultrapassei as barreiras dos idiomas da minha própria alma
Pelas redes invisíveis que me levaram ao Jorge
E a um follow friday todo esquisitão
Hoje sou todo crônicas, um pouco mais de prosa
Numa Blogagem Coletiva pelos campos da Literatura e da Culturação
Esse é o Lado do Meio, aquele que não é esquerdo nem direito, sabe?
Curta a Pagina no Face.

A vida através de janelas retangulares

Fonte: Padmini Arte

Conheço algumas pessoas que vivem numa pequena bolha particular, assistindo o mundo através de janelas retangulares que só mostra parte de um todo, uma visão filtrada com o propósito de criar um ideal comum. Essas pessoas acabam assumindo como verdade a opinião alheia. Ou mesmo quando conseguem formar sua própria opinião, se baseiam na sua visão estreita e unilateral que só lhe permitem chegar à conclusões a partir das opiniões de outros.
Aprendi que devemos dar aos outros o benefício da dúvida. Será que ele é culpado? Será que ele é bom? Mesmo que alguém parece muito simpático ou que não tenha uma cara muito boa, sempre permito que a pessoa se apresente e dou um tempo até tirar minhas conclusões. A primeira impressão nem sempre é a que fica. As pessoas mudam de humor, oscilam eu comportamento entre os extremos de ser sociável e solitário.
Da mesma forma são os lugares. Um ambiente é feito de pessoas. E se as pessoas oscilam, os ambientes também oscilarão. A minha regra básica é permanecer em um determinado lugar por certo tempo e ver como as pessoas nele oscilam. E essa variação do ambiente vai depender de muita coisa. Há cidades consideradas destinos perfeitos, mas atente-se para o complemento dado à essa frase. Uma cidade considerada perfeita para passar as férias ou para fazer um detóx da alma pode ser um péssimo lugar para morar. Um ambiente considerado ótimo para trabalhar e ganhar dinheiro pode ser considerado péssimo para se viver.
Mas não podemos nos deixar levar por essas listas infinitas de destinos e rótulos dados à tantas coisas. As janelas retangulares pelas quais vemos muitas dessas listas são apenas um dos vários ângulos de pessoas e lugares. Se considerarmos que pessoas têm vários ângulos e que lugares são feitos de pessoas, imagina quantos ângulos tem um lugar.
A nossa tentativa de eliminar os riscos de viver acaba tirando da nossa própria natureza aquele espirito de aventura que foi o responsável por trazer a humanidade tão longe. E a culpa de tudo isso é o nosso medo constante de provar as teorias que ocupam a maior parte do movimento que ocorre através das janelas de nossa vida.

Prezo pelo dia em que todos nós possamos ser livres de nossas bolhas particulares e recuperemos a nossa natureza exploradora. Que possamos descobrir nossos mundos e parar de disputar um pedacinho de janela. Que termine essa busca por mais do mesmo e que a diversidade alimente a nossa fome de vida.

SOFRIMENTO



Sofro
Sofro todos os dias
Sofro noite e dia
Sempre sofri

Brigo
Brigo comigo mesmo
Brigo até com o tempo
Sofri pro brigar

Choro
Choro com olhos vermelhos
Choro ao toque do vento
Choro e não me contento

Vivo
Vivo como a chuva
Vivo com o rosto em chamas
Vivo por um vale em luz

Canto
Canto com a alma ardendo
Canto com a face em cólera
Canto o grito da alma

Danço
Danço no baile dos loucos
Danço com as sombras dos sonhos
Danço só e sem par

Me perco
Me perco mesmo em meus passos
Me perco são em teus braços
Me perco, lúcido e vão

Suspiro
Suspiro por vazias razões
Suspiro por entre os dragões
Suspiro ao fitar os teus olhos

Caio
Caio em vã agonia
Caio em minha própria armadilha
Caio pra não mais levantar

Então sofro, brigo e choro
Vivo o cântico em que me perdi
E suspiro outra vez ao cair

Com o sofrimento ainda por vir

Um humano ultrapassado no mundo atualizado



Estou entre as paredes, como em uma bolha transparente, que lhe permite ver o lado de fora, preso entre as correntes.

A gente vai vendo a vida lá fora, o mundo girando e crescendo de tempo em tempo. Pessoas chegando e indo embora. Tem gente crescendo e plantando semente. Tem gente que até e lembra da gente. Mas ninguém para, nem te põe na mala.

E a gente segue a vida assim, observando, ou melhor, assistindo a vida alheia. Por várias vezes eu mesma ouvi dizer, que a gente tem que fazer por merecer. Mas quem é que vai reconhecer o valor que temos eu e você? Isso ninguém veio me esclarecer.

Assim como milhares de outras pessoas nos estudamos, nos educamos, fizemos tudo que nos foi dito e uma pouco além disso. Nos vestimos de acordo com a ocasião, aprendemos a ouvir muitos “nãos”. Nós nos curvamos diante de ditadores estúpidos, nos transformamos num muro de lamúrios, fomos mestres dos disfarces e e aprendemos que a trapaça também faz parte. Mas no fim à que se deve toda essa arte? Pra descobrir, anos mais tarde, que não basta só a vontade. E que seguir as regras não é primordial. Seguir as regras não é nem mesmo necessário.

E lá e foram mais alguns anos, se repetindo, se replicando. Você é uma cópia, uma parte de um todo igual. Você tem um esqueleto, acha que é um inteiro, que tem pensamentos inéditos e que seu roteiro é um diferencial. Mas o que te difere dos demais? Você é solteiro ou casado? É meio cego ou estabanado? Tem um único cérebro ou vários anexados?
Como transcender a barreira entre o comum e o diferencial? Eu tenho três mil e-mails não enviados. Cumprimentei um porteiro. Dei meu lugar à um aleijado e ainda o chamei de deficiente. Porque a gente tem que respeitar toda essa gente, que mesmo sem ter coração mora com a gente aqui nesse mundão.


Eu não passei em vários processos eletivos onde mal caráteres foram admitidos. Eu não consegui o emprego dos meus sonhos. Mas no fim acabei tendo outro sonho. Eu mudei de ideia, mudei meus planos. Só não mudei de corpo, que ainda é o mesmo meio surrado, com quase nenhum acessório e um programa ultrapassado.

O CHÃO


Eu não tenho mais chão

Eu não tenho mais vida

E talvez eu não mais exista


Deixei de lado a razão

Fui buscar numa mesquita

Qual o segredo da vida


Encontrei um caixão

Ao lado, meu coração

E uma voz me suplicava: “persista”


Abandonei o coração

Ouvi a canção em seguida

Me falando da vida


Enfim senti de novo o chão

O gosto frio da minha vida


Não vivida

Transeuntes de papel

Ela sempre acorda todo dia de manhã. Pega eu caderno e caneta. E então senta-se na varanda para ver a vida passar. E enquanto a vida vai passando vai escrevendo seu livro diário, descrevendo a vida a passar. Já foram muitos diários escritos na varanda e muitas vidas a passar. Os personagens são sempre os mesmos, os transeuntes que vivem pra lá e pra cá.



Às vezes ela escreve em pé na varanda, interagindo com os personagens a passar. Às vezes deita-se no chão e escreve à espiar pelas grades da varanda, sem ninguém notar. Os personagens já estão acostumados com a escritora que vive a observar.

A iniciativa do diálogo é sempre da personagem que por hora se intriga e se põe a questionar. “Tudo bem com você, jovem escritora?” e a escritora sorridente põe-se a transcrever o diálogo entre ela e aqueles que somente ela vê.

E é estranho pensar que os personagens são reais, tão reais como aqueles que vem de mundos surreais. Eles cantam, dançam, discutem a politica insana de um mundo que emana a fantasia que é viver.

Mas a escritora não e cansa e vive ali nessa varanda. Dia após dia seus personagens a encantam e preenchem o vazio de sua varanda, vão passeando por entre as folhas e às vezes sofrem com sua força, esmagados contra o papel.

Descentralização do EU

Eu não quero mais escrever, ou me desenvolver. Acho que vou terceirizar o meu ser. Vou deixar que outro venha me viver. Não quero trabalhar ou me renovar, vou deixar outro me levar. Assim eu gasto menos, me preocupo menos. Assim, não vou ter no que pensar.
É assim que se renova o ciclo. A roda da fortuna gira, troca tudo de lugar, deixa a sorte te levar e te deixar. Vou terceirizar também a minha sorte e esperar que um dia ela volte, que me leve à algum lugar.
Decidi que vou parar de caminhar, vou deixar para outro o meu andar e deixar que me levem, que me carreguem. Só pra ver onde vou chegar.
Vou terceirizar minhas atividades pensantes e “mastigantes”, no que diz respeitos aos assuntos mais intrigantes, aqueles que me dão trabalho pra pensar. Vou deixar outro pensar no meu lugar, me dar as conclusões e o roteiro do que vou falar. E se houver perguntas, vou deixar outro responder no meu lugar.
Acho melhor me descentralizar, deixar o outro me comandar, me direcionar, me programar e me executar. 


SONHANDO


Eu sonhei
Sonhei muito
Sonhei alto
Vivi sonhando

Eu sonhei
Em um mundo
Apressado
Eu vivi sonhando

Eu sonhei
Em ser mais culto
E atarefado
Eu vivi sonhando

Eu sonhei
Em colher os frutos
Do meu trabalho
Eu vivi sonhando

Eu sonhei
Deixei de ser mudo
E ignorado
Eu vivi sonhando

Eu sonhei
Na corda bamba
Me equilibrando
Eu vivi sonhando

Eu sonhei
Quis ser tudo
Fui apaixonado
Eu vivi sonhando

Eu sonhei
Ouvi um insulto
Fiquei apavorado
Eu vivi sonhando

Eu sonhei
Em ser mais astuto
Ser aclamado

Eu vivi sonhando

OURO DOS TOLOS DOS OUTROS


Somos os outros

Somos os bobos

O ouro dos tolos



Somos os monstros

Os monstros dos outros

De todos os tolos



Somos os outros

Todos são bobos

Uma vida de tontos



Estamos todos tontos

Brigando uns com os outros

Pelo ouro dos tolos



Somos os outros

Os bobos, os tolos

Os monstros dos outros



Todos estão tontos

Pelo ouro dos tolos


Briga a vida pelos outros

Momento de Inspiração repentina e minha relação com meus personagens

Bom, como não estou tendo tempo ultimamente para buscar coisas interessantes pela internet afora. Acho que vou ficar um tempo sem postar um "Follow Friday". Ao invés disso, vou falar um pouco do meu livro - ou dos meus livros, já que eu nunca escreve um de cada vez, hehe - que está quase pronto.




Ontem estava sentada estudando para o concurso público, quando de repente um pensamento me inundou o cérebro e me impediu de pensar nas matérias que eu deveria estar estudando. Meu livro, lá no fundo da minha memória semiconsciente, dizendo "Ei, não esqueça de mim. Eu quero nascer, ganhar vida e florescer".

Essa é um daqueles momentos mágicos na criação de um universo em que sua criação conversa com você. Meus personagens ganharam vida, me advertiram que eu estava me esquecendo deles e propuseram o roteiro de uma aventura para a tarde de ontem. Enfim finalizei a quarta parte do livro e estava satisfeita. Mas o que disseram meus personagens? "Volta aqui, a gente ainda não acabou." E ignorando completamente meu roteiro inicial, me levaram para um outro lado desse mundo que eu mesma criei. Me mostraram um outro ângulo, uma outra face.

Cheguei ao ápice da história. Como quando uma mãe percebe que seu filho cresceu e não precisa mais dela, sinto que meu livro pode cuidar de si mesmo. E tenho que ir me despedindo dos meus personagens. A última parte, e a mais esperada, não é tão difícil de ser criada. Mas é a parte mais difícil de ser escrita. Diferentemente da primeira parte, que é sofrida e penosa, principalmente porque você ainda está conhecendo os personagens e seu universo, a última parte é aquela em que tudo já foi dito e não há mais o que se criar.

É chegada a hora de dar o ponto final. Resolver os problemas. encaminhar sua criação ao mundo. E esperar que ela se saia bem nas adversidades. E torcer para que se destaque das demais.

Tive que me deter, saborear o momento e a sensação de chegar ao fim. Sabendo que depois de escrever a última palavra, aqueles personagens vão encarar uma viagem para além da imaginação de outras pessoas. E vão ganhar forma sob outras perspetivas.

É gratificante a sensação de concluir algo. Mas é melancólica a sensação de deixar ir. Meu livro vai viver em outras mentes e sem a minha manual interferência.

Karen e as Craques de Ilha Bela



Karen estava na aula de fotografia, eperando Luciana terminar de usar a câmera da facudade e pensando no que gostaría de fotografar para o projeto de verão. Luciana estava enpolgadíssima, fotografando uma mulher bem bonita com roupas esportivas. A mulher fazia poses com bolas de futebol e de basquete, como se estivésse jogando uma partida em câmera muito lenta.

Karen ficou curiosa com o que se passava na mente da modelo quando Luciana pedia para que ela fizesse cara de "desafio aceito" abraçada numa bola. algumas poses ficavam realmente sensuais e pouco esportivas.

Luciana tentava parecer profissional, mas estava apenas aprendendo. Por outro lado, a modelo parecia já saber exatamente o que Luciana queria. As fotos ficaram lindas, mais porque a modelo ajudava do que pela técnica da fotógrafa.

Ao final da sessão, Luciana tirou o cartão de memória da câmera para transferir as fotos para seu notebook. Enquanto esperava Karen resolveu conversar com a modelo, que apenas colocou um agasalho por cima de sua roupa esportiva.

_ Você já faz iso há algum tempo, não?
_ Ah, sim. Faz uns três semestres.
_ Não entendi... Você nao é modelo?
_ Não. Na verdade eu jogo no time de futebol feminino da Ilha Bela. Mas como precisava de uma grana vim pagar de modelo aqui.
_ Que interessante. Mas você parece muito profissional fazendo isso.
_ É que os alunos pedem sempre a mesma coisa. "Faz cara de fodão". "Dá um pulinho". "Agora abraça a bola". _ elas riram _ São bem previsíveis.
_ Eu imagino.
_ É a primeira vez que te vejo aqui.
_ É que eu prefiro fotografar a natureza.

Ao pegar a câmera Karen teve a ideia de ir assistir ao jogo de futeol femininno de Ilha Bela. Ao chegar lá a modelo estava em campo com outras mulheres. A partida parecia difícil e todas faziam caretas enquanto chutavam a bola e esbarravam umas nas outras. Karen começou a fotografar a partida, dando mais atenção ao gramado e ao campo no início. Então começou a focar nas jogadoras e clicou-as várias vezes.

Fonte: Atlets

Com o término da partida foi para a sala de informatica da faculdade e transferiu as fotos para seu pendrive. Ao revê-las viu que algumas fotos estavam bem autenticas e parecidas com as fotos de Luciana. Porém um pouco mais verdadeiras. Em uma das fotos uma goleira faria cara de fodão, encarando a bola já no pé de uma jogadora que batia um penalt. Aquela mulheres não eram modelos mas sabiam demonstrar com poucas espressões faciais que aceitavam o desafio.

INCONSCIENTE

fotos.fot.br
Foto: Celso Júnior.


O Tempo,

No relógio, na ampulheta,

Nas sombras,

Na luz do chão.



Com o tempo,

A brisa passa,

A chuva cai,

Eles vem e vão.



Sem tempo,

Sem pressa, sem demora,

Sem preguiça, sem medo

Sem dúvida se joga.



O tempo,

Na luz do chão,

Vai e vem,

Sem demora vem e fala:

“Sem medo vai, se joga”




Sem medo

Vai


Se joga

Uma Páscoa Especial - Blogagem Literária coletiva - Tema #06 Projeto BLC

Todos sabem que Abril é o mês que comemoramos a Páscoa e que esta data representa a ressurreição de Cristo, não é? Aproveitando esta data comemorativa, decidimos homenagear essa época tão especial e ao mesmo tempo entregar a vocês um presente mais gostoso que chocolate.

Sendo assim, imagine que você possui o dom da ressurreição literária. Mas este dom é limitado, você só pode escolher três personagens para ressuscitar.

Esta é sua oportunidade de trazer de volta aqueles personagens que quando morreram levaram junto um pouco de você. Quais seriam estes personagens e quais motivos levaram você a escolhê-los?

Esta postagem faz parte do Projeto Blogagem Literária Coletiva promovido pelos Blogs Monykisses e Diário de uma LivroManíaca.

As minhas escolhas


Fiquei sabendo essa semana de um projeto super legal chamado Projeto Blogagem Literária Coletiva, que consiste em vários blogueiros postando sobre um assunto temático. A cada mês lança-se um tema novo e os blogueiros abordam o assunto em seus blogs.

Eu peguei o bonde já andando, mas já adorei o tema desse mês que é a Resurreição de um personagem. Uma referências à Páscoa. A proposta é: se você pudesse trazer de volta do mundo dos mortos três personagens, quais seriam e por quê?


  • Vitor (Um homem de sorte)
Fonte da Imagem



















Esse é um tema bem difícil. então vou começar pelo último livro que li do Nicolas Sparks. Eu concerteza traria de volta dos mortos o Vitor, amigo de Thibault em Um homem de sorte. O motivo é bem simples, o homem depois de servir o exercito por anos estava finalmente encontrando o seu final feliz. É certo que ele tinha alguns problemas por causa do trauma da guerra. Mas era uma personagem que merecia uma recompensa pelos anos de serviço à nação e ao seu amigo Thibault. Vitor era um homem que acreditava no destino e, na minha opinião, o destino brincou com ele. E isso não é justo.

  • Dumbledore (Harry Potter)



















Esse é um daqueles personagens controvérsos que eu ainda não tenho certeza se era bonzinho ou um grande lobo em pele de cordeiro. Mas onde J.K Rolling estava com a cabeça quando matou Dumbledore? Acho que Dumbledore deveria ter sua própria história baseada no livro de Rita Skeeter, porque fiquei super curiosa para saber o que viveu esse grande bruxo. Além de muito misterioso, Dumbledore foi um grande mestre. Mesmo tendo um passado meio duvidoso e sua história com Harry ter tido um final revelador, ele era querido por vários personagens. Era um mentor, um mestre. Outra morte injusta, concerteza.


  • Marley (Marley e Eu)

















Apesar de ser um cão, acho que Marley teve uma vida muito curta. Ele é o tipo de personagem que deveria viver para sempre. Um ser infinito, assim como o amor que ele transpira. O melhor amigo do homem é, certamente, o personagem que carrega uma mensagem cativante. E digo mais, Marley é m personagem que valeria por muitos seres reais em companheirismo.


Bom, esses são os meus personagens queridos, que gostaria que voltassem à vida em suas histórias. Ou mesmo na vida real (por que não?). Foi uma lista pequena e muito difícil de fazer. Mas, além da afinidade com o personagem, fico me perguntando: quem sou eu para dizer quem vai e quem fica? Os criadores dessas histórias são seres fantásticos e de uma sensibilidade incrível. Acho que isso é o que torna tão difícil para nós, como leitores, dizer adeus a um personagem.

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