CONHECE-TE A TI MESMO

    Você é do tipo que gosta de agadar a todo mundo? Que quer saber o porque de tudo? Que só faz o que te pedem? Ou que só faz o que você tem vontade? 

        Estava lendo um artigo da Gretchen Rubin no LinkedIn que fala sobre o auto-conhecimento apresenta um Quiz para ajudar nesse processo de autoconhecimento.
          Em primeiro lugar deixe-me apresentar essa autora, Gretchen é autora de “O Projeto Felicidade” (The Hapiness Project) nº 1 no New York Times e best-seller internacional.
            Em seu novo livro “Melhor que Antes” (Bether Than Before) ela investiga estratégia que ajudam a criar ou acabar com hábitos. Segunda apropria autora “Me custou meses de meditação para entender tudo o que eu tinha observado, e para encaixar isto no sistema que representa tudo.”
               
                O sistema do qual Rubin nse refere se trata de um quadro de quatro tendências: Upholder (Seguidores, em uma tradução aproximada), Questionador, Obliger (Obrigado ou submisso em uma tradução aproximada) e Rebelde. O que diferencia uma tendência da outra é como respondem às expectativas e aos imprevistos. 

                    Upholders: responde prontamente às expectativas externas e internas. Upholders respondem às “regras” internas e externas. São o tipo de pessoa que acordam pela manha e pensam o que tem na sua lista de tarefas do dia. Se motivam pela execução, em ter as coisas acabadas. Não gostam de cometer erros, de serem culpados e nem de falhar; mesmo quando fazem tarefas para si mesmos.
                       
                        Questinador: questiona todas as expectativa; eles vão de encontro à uma expectativa quando acreditam que esta faz sentido, seguem as regras confirmadas transformando todas elas em regras internas e autoimpostas. Quando acordam de manha pensam no que precisa ser feito. São motivados pelas razões que justificam as atividades. Realmente não gostam de gastar tempo e esforços em atividades com as quais eles não concordam.
                            
                            Obligers: recebe expectativas externas, mas tem problemas com as expectativa que impõem em si mesmos. Ao acordarem pensam no que lhes foi pedido para fazer, pois são motivados pela responsabilidade que têm para com outras pessoas. Não gostam de ser reprimidos ou de deixar os outros na mão.
                               
                                Rebeldes: como o próprio nome diz,reistem à todas as expectativa, tanto externas ou internas. Acordam e pensam no que eles querem fazer. São motivados pela liberdade, e autodeterminação. Não gostam que digam à eles o que fazer
                                   
                                    Segundo a autora, entender as tendências é importante para saber como motivar a si mesmo ou outras pessoas – caso você seja o líder de uma equipe. Este seria a chave para saber como as pessoas irão considerar e agir diante de um pedido ou ordem.
                                       
                                      Segue abaixo os links para os vídeos explicativos de cada tendência, em inglês. Mas não se desespere se não souber o idioma, as legendas do YouTube estão ativadas.
                                      Link para o artigo de Gretchen Rubin em inglês.

                                      Para quem quiser responder ao quis (em inglês) Quiz



                                      Eu sou uma questionadora, e vocês? Respondam nos comentários.

                                      As coisas mudam - As Ruínas de Jorge

                                      Oswaldo chegou do trabalho na sexta-feira e encontrou Jorge sentado debaixo de uma árvore que dava para o playground do condomínio. Ele estava concentrado, desenhando o que parecia ser uma casa. Oswaldo pegou alguns dos desenho de Jorge e viu que estava melhorando no traço e que as casas estavam ficando lindas.
                                      Depois de alguns minutos Jorge parou e olhou diretamente para o amigo.
                                      _ Meus vizinhos me diseram pra ir na Prefeitura pedir uma ajuda.
                                      _ Você quer que eu te leve lá?
                                      _ Não, eu vou na segunda. Hoje não dá mais tempo. Será que eles dão esse tipo de ajuda?
                                      _ É provável que sim. Eles ajudam tanta gente que não merece. Por quê não ajudariam você.
                                      _ É...
                                      Jorge reuniu os desenhos em uma pasta transparente e levantou-se. ficou um tempo olhando o caminho de pedras que dava no playground. Em seguida apontou para um brinquedo e recomeçou a conversa.
                                      _ Eles podiam colocar um balanço ali do lado, ou embaixo da ponte. Ia ficar muito legal...
                                      _ As vrianças de hoje nem sabem balançar. Vê como isso aqui fica deserto?
                                      _ O que elas fazem no tempo livre? Com todo esse espaço aqui fora era pra ficar uma anarquia de criança aqui.
                                      _ Era mesmo. Mas elas só ficam no computador. Por isso são todas obesas.
                                      _ Eu tinha um tio qe era obeso, mas ele não era de ficar parado não. Ele era bem ativo.
                                      _ Acho que os tipos de obesos também mudaram.
                                      _ Muita coisa mudou não?

                                      Eles entraram e a mulher de Oswaldo serviu um lanche para os dois. Misto frio e chá preto. Ela não estava afim de cozinhar, então serviu o que tinha no ármário. Oswaldo bebeu um gole do chá e e serviu de dois mistos. Depois reparou que seu amigo estava apenas beliscando o chá e fazendo esculturas com os pães.
                                      _ Você não vai comer isso?
                                      _ Vou... _ Ele continuou a modelar o seu pão. Pegou mais uma fatia de queijo que estava em cimada mesa e colocou por cima. Apertou um pouco e fez uma especie de carrinho que ficou muito estranho.
                                      _ Você tá virando um artista, é?
                                      _ Talvez. Não sei. Não tenho certeza.
                                      _ Ah.. Seus desenhos estão ótimos. Você podia vnder um pouco dessas ideias para algum engenheiro ou arquiteto. Imagina só ver essas casa em pé.
                                      _ Seria mais interessante ver minha casa em pé... Não consigo me lembrar como era a parte de traz. Na foto só tem a parte da frente.
                                      _ Mas você não tinha nenhuma foto na parte de trás?
                                      _ Não. Só na parte da frente, nunca na parte de trás.
                                      _ Por que?
                                      _ Porque era muito feio do outro lado. Tinha que concertar alguma coisa.
                                      _ Você pode fazer algo diferente, não precisa ser a mesma casa. Nem precisa ser no mesmo lugar.
                                      _ Eu, me mudar?
                                      _ As coisas mudam, não é?
                                      _ As coisas mudam...

                                      Mulheres são como maçãs em árvores.

                                      Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, elas estão erradas… Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore. 

                                       - Machado de Assis

                                      O que mulheres bem sucedidas têm a dizer

                                      Essa semana estava navegando pelo LinkedIn e li um artigo que achei bem interessante, sobre os conselhos de mulheres bem sucedidas para nós mulheres que estamos entrando nesse mercado competitivo. 

                                      São frases de motivação e também de inspiração. Vale a pena pegar uma dessas e colocar no espelho ou em sua agenda.

                                      Pra quem quiser ver o artigo original - em inglês - o link está no final desta postagem.

                                      Sobre seguir em frente como uma profissional no ambiente de trabalho atual:

                                      “Das duas uma: ou você constrói o seu sonho, ou alguém te contrata para construir o dele.” – Ekaterina “Sabe quando você faz o seu melhor e quando um 9,0 é suficiente, porque perfeição é super estimada.” – Linda (tradução aproximada) “Seja você mesmo, seja autêntico. Ria um pouco alto demais, dance um pouco fora do tom,” – Beverly “Mulheres ajudam outras mulheres; evite usar a linguagem negativa pela qual nós mesmos temos sido julgadas.” – Elizabeth “Você não pode subir se você não se deixa ir.” – Beverly “(Liderança) se trata de saber quando intervir, mas também de dar as pessoas a oportunidade de tentar e ter sucesso.” – Linda “Você pode obter o bem feito em uma hora de almoço se perguntando "como podemos ajudar uns aos outros.’” – Ekaterina “Não confie no network apenas com mulheres. É importante construir um poderoso network com homens também.” – Linda


                                      Sobre trabalhar no ambiente social, quebrar silos, conseguir adesões e entregar uma experiência excepcional para o cliente:

                                      “Para uma boa experiência do consumidor, o ambiente social deve trabalhar em harmonia com os outros níveis de marketing.” – Linda “Dirigir a educação face-a-face e alinhar as unidades de negócio para conseguir a chave do envolvimento de satakeholders no ambiente social.” – Ekaterina “Você não pode pré-programar mensagens e simplesmente ir jantar. É uma experiência de compartilhamento e nós temos que estar lá juntos.” – Beverly “Eu nunca reivindicaria um guru de mídia social. sou uma marketeira¹ e uma das boas. Eu simplesmente uso a mídia social.” – Beverly


                                      ¹ Profissional da área de marketing


                                      Olhos cheios d'água - As Ruínas de Jorge

                                      Oswaldo conseguiu fazer com que Jorge ficasse em sua casa. Na casa de Oswaldo. Jorge sempre fora um homem independente, obviamente não gostava de ficar na casa de outras pessoas por mais que algumas horas. Era chato e ele não tinha liberdade. Não podia deitar-se quando tinha sono. Tinha que esperar os donos da casa irem se deitar também. 
                                      Oswaldo trabalhava de tarde em uma fabrica de parafusos e quando chegava em casa ainda ficava horas conversando com sua mulher. Juliana trabalhava durante o dia em uma loja de doces, às vezes chegava em casa à noite. A conversa do casal durava horas, era como e fosses recém casados, sempre tinham assunto um com o outro. Eles já estavam casados à seis anos. Nenhum dos dois queria filhos, nem animais de estimação.
                                      Jorge passava os dias observando a vizinhança. Oswaldo e Juliana moravam em um condomínio fechado, onde havia várias casinhas bem acabadas. Jorge passeava pelas ruas analisando como aquelas casas haviam sido feitas, porque queria que a sua ficasse tão bonita quanto. Se conseguisse reerguer seu sobradinho.
                                      O sobradinho de Jorge era todo verde e tinha os detalhes em branco. Logo depois da porta de entrada estar a escada que dava no andar de cima, do lado direito uma sala de estar que era pra receber os amigos e do lado esquerdo uma pequena cozinha americana. No andar de cima ficava o quarto de Jorge e o escritório onde escrevia seus artigos para a revista semanal de Guerrilândia. Jorge pretendia gerenciar dali o jornal de Guerrilândia. Como já tinha funcionários suficientes para fazerem o trabalho ele poderia passar mais tempo em casa. Era tudo o que queria. Depois de passar anos cobrindo reportagem de campo, indo de um lugar, às vezes sem nem dormir direito.
                                      A fotografia danificada pelo fogo estava em seu bolso todo o tempo. Quase não dava pra enxergar o que havia nela, mas ele a segurava de vez em quando e ficava admirando os personagens que, à essa altura, só ele sabia quem eram.

                                      Ao chegar o final de semana, Oswaldo levou Jorge até sua casa. A casa de Jorge. Oswaldo foi preparado para um dia longo de trabalho. E Jorge não estava mais tão ansioso. Estava calado no carro olhando sua fotografia. Quando olhou o entulho em que se transformara sua casa suspirou e Oswaldo tentou anima-lo.
                                      _ Calma amigo, eu chamei algumas pessoas pra ajudar, daqui a pouco não vai ter mais bagunças nenhuma aqui.
                                      _ Daqui a pouco não vai haver minha casa aqui...
                                      _ Vamos, pegue as coisas que você quiser guardar e coloque lá trás.
                                      Eles saíram do carro e os vizinhos de Jorge já estavam todos tirando o entulho de sua casa. Todos os homens usavam bermudas e alguns estavam em camisa. Euclides era o único que estava de calça comprida. Eles tiravam os tijolos e pedras e colocavam na caçamba. Jorge foi aos poucos se misturando aos homens e coletando seus objetos. A maioria já tinha perdido a forma e estavam todos chamuscados pelo fogo.

                                      Jorge estava ouvindo o discurso animador de um de seus vizinhos quando viu um brilho no chão. No mesmo instante ele abaixou e levou a mão no meio das pedras. De lá tirou uma gargantilha preta que tinha algo parecido com um cristal pendurado.. Ele abriu um sorrio largo e seus olhos encheram de água.

                                      As Ruínas de Jorge, Cap. 6

                                      Beijocas - As Ruínas de Jorge

                                      Jorge balançava a cabeça em sinal de afirmativa e negativa. As vezes pronunciava algumas palavras comuns mas que não tinham um significado concreto. Como aquelas respostas prontas  que se dá pra tudo quando não se tem resposta pra dar ou quando não se quer responder a verdade.

                                      Mas a verdade é que ele estava preocupado com sua casa. Seus pertences - pelo menos os que conseguiu encontrar no meio do entulho - estavam ainda na calçada ao lado do carro de Oswaldo.

                                      Ele se perdeu novamente em seus pensamentos, enquanto seu amigo e sua vizinha falavam dele na terceira pessoa. Ele resolveu levantar e foi em direção ao carro de Oswaldo. Agachou em frente aos objetos e foi tirando a poeira delicadamente.

                                      Primeiro pegou um livro de capa negra e letras douradas que estava coberto de cinzas, abriu-o e limpou a primeira folha. Nela dizia: “Com muito, muito orgulho para o meu objeto de estudo preferido. Beijocas” Beijocas? Ele questionou seu subconsciente. Quem escreveria isso em uma monografia. Que narcisismo…

                                      Em seguida pegou um quadro que estava com o vidro quebrado e despejou os cacos sobre a calçada. A foto havia sido danificada. Mas dava pra perceber que era ele e uma mulher abraçados em um banco de praça. Não era em Guerrilândia, porque ali não havia lugares bonitos como aquele, com árvores e praças. E também porque em Guerrilândia não se podia ficar tão descontraído. Era preciso estar atento ou sua casa poderia pegar fogo a qualquer momento.

                                      Oswaldo veio monitorar seu amigo mais uma vez. Margarete deu um pedaço bem grande de bolo para ele levar e voltou para sua casa, para sua vida.

                                      _ Jorge, vamos embora. Não tem mais nada aqui.

                                      _ Eu ainda tenho que pegar as outras coisas. Tem muita coisa debaixo do entulho.

                                      _ Já tá tarde, vamos.

                                      _ Não posso ir que vai chover.

                                      Alguns minutos depois de assistir os amigos discutindo Euclides veio ao encontro dos dois com uma lona preta nas mãos.

                                      _ Olha Jorge, eu acho que deve cobrir pelo menos parte do entulho. Assim você não perde tudo com a chuva, né. _ Euclides era mesmo um homem bom. E sabia quando deixar as pessoas devanearem com seus próprios demônios.

                                      _ Obrigado Euclides.

                                      As Ruínas de Jorge, Cap. 5

                                      A duração do tempo

                                      Quanto dura seu tempo?

                                      O meu não tem durado muito. Tem durado muito pouco. O tempo passa rápido, a gente pisca e já acabou. E quando a gente percebe já passou muito tempo.

                                      Eu levei nove meses para nascer. Pra minha mãe durou um pouco mais. Pra pra mim não durou nada, porque nem me lembro.

                                      Levei um ano para aprender a ler e escrever. Mas pra mim passou bem rapidinho, porque já sai escrevendo em todas as folhas brancas que encontrei pela frente. Nada que mereça ser publicado, claro.

                                      Para aprender as materias fundamentais da vida levei oito anos. Esses anos duraram mais do que parecia na época. Mas agora estão tão distantes que parece que durou pouco menos que isso.

                                      Masi cinco anos depois disso eu tinha uma profissão. Que começou durando pouco e terminou durando muito. A nossa noção do tempo muda conforme nos envolvemos nas atividades que nos cercam.

                                      Por isso fiz questão de gravar a minha percepção do tempo em folhas brancas. Com algumas das paginas pode ser que você se identifique, se for uma garotinha sonhadora. Com outras pode se intreter. Outras podem não fazer sentido ou mão ter significado. Mas todas mostram como o tempo é relativo, às vezes passa muito rápido, outras é extremamente demorado. E há aqueles momentos em que o tempo não importa.

                                      Perca-se no tempo, ou encontre-se na página de PUBLICAÇÕES AVULSAS. Eu já falei que 2015 é um ano de publicações. Pois então, será.

                                      Até mais...

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                                      O TEMPO:

                                      Esta é uma compilação de poesias que escrevi ao longo do tempo, por isso o nome "O TEMPO".
                                      Durante todo esse tempo tenho ido de um extremo ao outro para me reinventar.
                                      A reinvenção é algo demorado e doloroso, como o tempo. Dizem que o tempo pode curar feridas, mas acredito que feridas perduram e modificam nossa noção de tempo

                                      Seu próprio eu - As Ruínas de Jorge

                                      Euclides carregou quase metade do entulho até a caçamba e já estava todo ensopadode suor. Oswaldo havia carregado alguns blocos e tirado um pouco das cinzas com uma vassoura que a mulher de Euclides emprestou. Jorge ia retirando os entulho de cima de alguns objetos e ia vasculhando pra ver se encontrava algo inteiro.

                                      Os dois homens estavam cançados, mas Jorge não esboçava sinais de fadiga, apenas retirava blocos e tijolos e separava objetos na calçada. Euclides convidou-os para entrar, ele queria tomar um banho e Oswaldo já estava um pouco irritado com a teimosia do amigo.

                                      Quando enfim conseguiram convencer Jorge a entrar e tomar um copo d’água, Euclides foi direto para o chuveiro. Coitado. O homem trabalhara a noite inteira e ainda removeu todo aquele entulho.

                                      Enquanto isso a mulher de Euclides preparou um suco de laranja e serviu aos dois homens.

                                      _ Tomem um pouco de suco. Vocês estão desidratando com esse calor.

                                      _ Obrigado _ agradeceu Oswaldo. Mas Jorge pegou o copo sem olhar para a mulher. Apenas encheu a boca com o suco e continuo olhando para fora, onde estava o esqueleto de sua casa. _ Eu não sei o seu nome..

                                      _ É Margarete.

                                      _ Muito prazer Margarete. Sou Oswaldo, amigo de Jorge. Desculpa invadir sua casa assim, mas o Euclides insistiu.

                                      _ Imagina. Vocês precisavam mesmo descansar.

                                      _ O Jorge principalmente. Não dormiu bem e já venho cedinho pra cá.

                                      _ É muito triste tudo isso. A Thaís estava tão feliz com a casa nova. Ela me levou lá pra ver como tinha ficado. Um palácio. Você sabia que ela decorou a cozinha inteira com bordados e rendas que ela mesma fez?

                                      _ Eu não sabia. Não tive tempo ode vir visitá-los. Meu trabalho não me deixa sair muito.

                                      _ Você trabalha com o que?

                                      _ Eu sou eletricista companhia telefônica.

                                      _ Ah… Aqueles que ficam pendurados nos postes?

                                      _ É, esse mesmo.

                                      _ Você está se sentindo bem Jorge? _ Margarete estava preocupada com o silencio de Jorge (todos estavam). Não que ele fosse um homem falante, mas quando uma pessoa fica muito quieta depois de uma tragédia dessas é preocupante mesmo.

                                      Jorge não pronunciava palavra alguma. Em nenhum momento. ficava assim, olhando o horizonte. conversando consigo mesmo em pensamento. Só Deus sabe o que tanto ele dialoga com seu próprio eu.

                                      _ As Ruínas de Jorge, Cap. 4

                                      Vai chover - As Ruínas de Jorge

                                      Jorge não levou muito tempo para chegar em sua casa, ou o que havia sobrado dela.

                                      Ali havia um esqueleto de uma casa, apenas duas paredes permaneciam em pé, escoradas um na outra. O resto era só entulho, uma paçoca de memórias espalhadas em meio às cinzas.

                                      Seus livros, publicções e a sua coleção de discos estava tudo queimado e deformado. Ele começou a carregar os pedaços de tijolo e cimento que cobriam as coisas já sem forma definida.

                                      Do outro lado da rua, seu vizinho Euclides olhava a cena com pesar nos olhos. Eles não eram amigos, mas Euclides era um homem bom que ajudava as pessoas nem critério. O homem ainda estava com o uniforme da empresa em que trabalhava, uma metalurgica de grande porte, conversou com sua mulher Augusta que pegou sua carteira e levou para dentro enquanto Euclides caminhou pela lateral da casa e voltou com um carrinho de mão e uma pá.

                                      _ Oi Jorge _ jorge continuou a carregar os tijolos quebrados, então Euclides esendeu a mão e prosseguiu _ Meus pêsames.

                                      _ Meu cachorro não morreu não. Ele tá no veterinário, teve que fazer uma cirúgia porque o carro pasou por cima da patiha dele.

                                      _ Você tem cachorro? Eu não sabia… Quer que eu te ajude com isso?

                                      _ Eu preciso tirar essas coisas de cima primeiro, pra limpar essa bagunça.

                                      Euclides começou a carregar o carrinho com o entulho e despejou numa caçamba que estava na beira da rua. Dali alguns minutos Oswaldo chegou com sua pick up

                                      que estacionou atrás da caçamba. Ao descer do carro olhou para o amigo que parecia transtornado, cumprimentou Euclides e se aproximou de Jorge para ver como ele estava.

                                      _ Jorge você está sesentindo bem?

                                      _ Quero ver se ainda acho meus documentos. Alguma coisa deve ter sobrado, não?

                                      _ Acho que deve ter alguma coisa ai sim. Mas eu tenho certeza que podemos fazer isso depois.

                                      _ Depois? Você não viu no jornal que vai chover? Se não levarmos os documentos agora a chuva vai destruir tudo que restou. Eu preciso trabalhar rápido.

                                      _ As Ruínas de Jorge, Cap. 3

                                      Dó... - As Ruínas de Jorge

                                      Na manhã  seguinte, Oswaldo ouviu o bater da porta da frente e levantou-se num susto. Jorge já estava na rua, com seu agasalho listrado qque parecia um pijama. Juliana olhou por entre as cobertas, acompanhou com os olhos até que Oswaldo fechasse a porta atrás de si e voltou a dormir.

                                      Oswaldo ainda estava sem camisa só com os shorts do pijama, correndo no meio da rua atrás de Jorge. Os vizinhos olharam para ele com espanto e indignação.

                                      _ Jorge aonde você vai?

                                      _ Vou para a minha casa. Tenho que limpar aquela bagunça.

                                      _ Mas espera que vamos te ajudar. Você não precisa fazer isso sozinho. E nem agora. Vamo lá. você nem tomou café ainda.

                                      _ Eu não estou com fome.

                                      Jorge seguiu seu caminho em direção à sua casa. Foi caminhando pelo centro da cidade. Sua casa ficava do outro lado do centro, na periferia. Passou perto do apartamento de Jenifer e pensou em parar. Olhou para o alto e viu as janelas abertas de onde saía uma música alegre e animada. “Super feliz, como sempre” pensou ele enquanto seguia seu caminho.

                                      Ao chegar na rua de sua casa esbarrou em uma senhora que carregava várias sacolas de supermercado.

                                      _ Ai, desculpa moço. Eu estava distraída.

                                      _ A senhora precisa de ajuda?

                                      _ Ai eu preciso sim _ a mulher entregou algumas sacolas para ele _ Você viu que tragédia, a casa que queimaram aqui na rua. Pobre coitado de quem morava aqui. Dizem que não sobrou nada que se pudesse salvar.

                                      _ Na verdade sobrou a cadeira de jardim. Ficou chamuscada por causa do fogo, mas dá pra usar ainda.

                                      _ Você conhece as pesoas que moravam lá?

                                      _ A casa era minha mesmo. Vou lá ver se limpo aquela bagunça.

                                      _ Meu Deus, e o senhor está bem?

                                      _ Ah eu estou bem sim. Meu cachorro que ainda está no hospital veterinário, acho que vai ficar bem.

                                      _ Nossa que dó.

                                      _ As Ruínas de Jorge, Cap. 2

                                      Cinzas - As Ruínas de Jorge

                                      Não sei quanto tempo ele ficou lá parado, vendo a casa queimar. Ele tinha construido uma varanda para ficar com Eliza, comprou uma cadeira de balanço para quando ficassem mais velhos. Planejou ler diversos livros ali naquela varanda.

                                      Oswaldo o chamou duas vezes antes que ele se voltasse para ouvir o que ele falava.

                                      _ Não fique aí parado. Não temos o que fazer aqui. Vamos.

                                      _ Vamos para onde? A minha casa está aqui…

                                      _ Você vai dormir na minha casa hoje. Já falei com a Juliana, ela está fazendo o jantar.

                                      Oswaldo ainda teve que chama-lo mais duas vezes antes de irem embora. Seguiram pela avenida principal até o apartamento de Oswaldo. Ao entraem Juliana entregou uma toalha e uma muda de roupa para Jorge.

                                      _ Vá tomar um banho que o jantar está quase pronto.

                                      Enquanto tomava banho, só conseguia pensar em sua casa queimando. Seus sonhos virando cinzas.

                                      _ As Ruínas de Jorge, cap. 1

                                      As Ruinas de Jorge

                                      As férias acabaram e está na hora de trabalhar.

                                      Eu comecei o ano fazendo promessas e deixando as pessoa um pouquinho curiosas.

                                      Mas hoje vou divulgar para vocês um projeto paralelo para esse ano de 2015: As Ruínas de Jorge.

                                      As Ruínas de Jorge é uma série de crônicas que estou escrevendo especialmente para as redes sociais.

                                      Basicamente será um breve capitulo por semana. Para acompanhar esta história siga o link na página As Ruínas de Jorge ali em cima.

                                      Os capitulos de As Ruínas de Jorge estão pubicados no Meu tumblr e Facebook. Já são 10 capítulos e tem mais vindo por aí. Se quiser ler toda história até agora vá até a página As Ruínas de Jorge  ou dê um pulo no meu ebook no Widbook - Wattpad.

                                      Não esqueça de deixar seus comentários e sugestões para As Ruinas de Jorge.

                                      Até mais...

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                                      Sinopse de As Ruínas de Jorge

                                      Guerrilândia era uma cidade não muito grande, mas já havia sido afetada pelos problemas que assombram grandes centros urbanos. Jorge nunca imaginou que isso poderia acontecer com ele, um homem honesto e trabalhador. Ter sua casa incendiada por vândalos destruiu, literalmente, seus sonhos. Mas como a vida tem sempre que continuar, era preciso seguir em frente.

                                      FELIZ 2015: ESCRITO E PUBLICADO

                                      Estive trabalhando há muito tempo em um projeto paralelo, que acabou se tornando o meu principal.

                                      Que sou amante da escrita, isso todos sabem, mas eu decidi compartilhar as minhas histórias com outras pessoas.

                                      2015 será o ano do "ESCRITO E PUBLICADO".

                                      Já tenho bastante coisa que quero dividir com meus amigos e espero que gostem tanto quanto eu.

                                      Enquanto eu mexo o doce aqui dá um pulinho no meu Tumblr pra ver o que eu tenho feito no meio tempo.

                                      Visite os meus trabalhos antigos nas minhas páginas aí em cima

                                      - - -

                                      I've been working for some time in a side project, that turn out to be my main project.

                                      That I'm a writting lover everybody knows, but I decided to share my stories with other people.

                                      2015 will be the year of "Written and Published".

                                      I already have lots of things that I want to share with my friends and I hope you like it as much as I do.

                                      While I "move the sweet" here check my Tumblr to see the stuff I've done on my free time.

                                      Visit my old works on the pages up there.



                                      Até mais... See you...


                                      REDE SOCIAL

                                      Denim Jeans Social Media Icons by WebTreatsETC
                                      fonte: WebTreatsETC


                                      As redes sociais são aplicações que suportam um espaço comum de interesses, necessidades e metas semelhantes para a colaboração, a partilha de conhecimento, a interação e a comunicação (Pettenati et al., 2006, Brandtzaeg et al., 2007). Para as autoras Boyd e Ellison (2007), os sites de redes sociais são espaços on-line que permitem a seus usuários criar e exibir suas conexões, tendo como principal característica o fato de tornar públicas essas conexões. Redes sociais na Internet são constituídas de representações dos atores sociais e de suas conexões (Recuero, 2009). Na definição de Marteleto (2001, 71-81) “Rede social representa um conjunto de participantes autônomos, unindo ideias e recursos em torno de valores e interesses compartilhados.”.

                                      Um dos principais diferenciais dos sites de rede social, para Recuero (2009), é que esses atuam de forma a manter as redes sociais permanentemente conectadas no ciberespaço, além de permitir que um número muito maior de conexões sociais possa ser estabelecido.

                                      Em Ciências Sociais, rede seria o conjunto de relações sociais entre um conjunto de atores e também entre os próprios atores. Na definição de Colonomos (1995) designa ainda os movimentos pouco institucionalizados, reunindo indivíduos ou grupos numa associação cujos limites são variáveis e sujeitos a reinterpretações.

                                      Para a Antropologia Social, como diz Barnes (1987, p.163) a noção de redes sociais busca apoiar "a análise e descrição daqueles processos sociais que envolvem conexões que transpassam os limites de grupos e categorias".

                                      Tal como realçam MacLoughlin et al. (2007), as redes sociais são ambientes sociais e digitais, com conectividade e ubiquidade, baseadas na procura de aprendizagem, pelo que devemos ampliar a nossa visão de pedagogia para que os alunos sejam participantes ativos e coprodutores de conteúdos, de modo a que a aprendizagem seja um processo participativo, social, de apoio aos objetivos e necessidades individuais.

                                      Para a autora Danah Boyd (2007) esses “espaços públicos mediados” possuem características especiais, a saber:
                                      • Persistência: refere-se ao fato de aquilo que foi dito permanece no ciberespaço. Ou seja, as informações, uma vez publicadas, ficam no ciberespaço;
                                      • Capacidade de Busca (searchability): refere-se à capacidade que esses espaços têm de permitir a busca e permitir que os atores sociais sejam rastreados, assim como outras informações;
                                      • Replicação: aquilo que é publicado no espaço digital pode ser replicado a qualquer momento, por qualquer indivíduo. Isso implica também no fato de que essas informações são difíceis de ter sua autoria determinada;
                                      • Audiências Invisíveis: nos públicos mediados, há a presença de audiências nem sempre visíveis através da participação. Há audiências que, inclusive, poderão aparecer após a publicação das conversações nesses grupos, por conta das características anteriores, que permitem que esses grupos deixem rastros que poderão ser encontrados depois.
                                      De acordo com levantamento feito pelo site Alexa em 2014 as redes sociais mais acessadas no Brasil são: Facebook, Youtube, Twitter, LinkedIn e o Instagram.

                                      E você, prefere qual rede social?



                                      Até mais...

                                      REFERÊNCIAS

                                      BRANDTZAEG, Petter Bae & HEIM, Jan; Initial context, user and social requirements for the Citizen Media applications: Participation and motivations in off- and online communities. Citizen Media Project, 2007
                                      PETTENATI, Maria Chiara & RANIERI, Maria; Informal learning theories and tools to support knowledge management in distributed CoPs. IN Innovative Approaches for Learning and Knowledge Sharing, EC-TEL. Workshop Proceeding, 2006
                                      RECUERO, R. 2009. Redes Sociais na Internet. Sulina , Porto Alegre, 191 p.MARTELETO, R. M. Analise de redes sociais – aplicação nos estudos de transferência da informação. Ciência da Informação, 30 (1),  71-81, 2001
                                      BOYD, D.; ELLISON, N. Social network sites: Definition, history, and scholarship. Journal of Computer-Mediated Communication, 13(1), 2007.
                                      COLONOMOS, A. Emergence d'un objet et perspectives internacionalistes. In.: CHARILLON, F. et al. Sociologie des réseaux transnationaux. Paris: Editions L'Harmattan, 299p, 1995.
                                      BARNES, J.A. Redes Sociais e Processo Político. In.: FELDEMAN-BIANCO, Bela (Org.). Antropologia das Sociedades Contemporâneas - Métodos. São Paulo: Global, 223p, 1987
                                      BOYD, d. “Social Network Sites: Public, Private, or What?” In: Knowledge Tree 13, May, 2007. 

                                      ANALISE DE SWOT

                                      É uma ferramenta desenvolvida por Albert Humphrey e utilizada nas organizações para analisar o cenário interno e externo, identificando fatores internos e externos à organização.
                                      A Análise de SWOT segundo Chaves (2013) consiste em 5 etapas:
                                      1 – Dividir o cenário empresarial em duas partes: ambiente interno e ambiente externo.
                                      2 – Definir o ambiente interno, suas forças e fraquezas.
                                      3 – Determine o ambiente externo, suas oportunidades e ameaças.
                                      4 – Coloque os dados em formato de diagrama.
                                      5 – Analise e cenário encontrado.

                                      Segundo Kotler e Keller (2006), podem-se analisar os departamentos de Marketing, Finanças, Produção e a própria organização da empresa para definir o cenário interno. Conforme listado no Quadro 2, dentro do departamento de Marketing devem-se considerar questões como a reputação da empresa, participação do mercado, satisfação do cliente, especificações do produto e da promoção dos mesmos; da mesma forma o departamento de Finanças considera-se o custo, o fluxo de caixa e a estabilidade financeira; no departamento de Produção é necessário avaliar a capacidade e as habilidades produtivas, enquanto no que tange a organização considera-se a liderança, os funcionários, flexibilidade e orientação empreendedora.
                                      Quadro 2 – Fatores internos a serem considerados na analise de SWOT
                                      DEPARTAMENTO
                                      ITENS A SEREM ANALISADOS
                                      Marketing
                                      Reputação da empresa; Participação de mercado; Satisfação do cliente; Retenção do cliente; Qualidade do produto; Qualidade do serviço; Eficiência na determinação de preço; Eficiência na distribuição; Eficiência nas promoções; Eficiência da força de vendas; Eficiência das inovações; Cobertura geográfica.
                                      Finanças
                                      Custo ou disponibilidade de capital; Fluxo de caixa; Estabilidade financeira.
                                      Produção
                                      Instalações; Economias de escala; Capacidade; Força de trabalho capaz e dedicada; Capacidade de produzir no prazo; Habilidades técnicas de fabricação.
                                      Organização
                                      Liderança visionária e capaz; Funcionários dedicados; Orientação empreendedora; Flexibilidade ou boa capacidade de resposta.

                                      Fonte: Elaborado pelos autores a partir de dados de Kloter e Keller (2006).

                                      REFERÊNCIAS
                                      MINTZBERG, H; AHLSTRAND, B; LAMBEL, J. Safari de estratégia, um roteiro pela selva do planejamento estratégico. Porto Alegre: Bookman ,2000.
                                      MEDEIROS, Ayrron Wanderley; CUNHA, Glenn de Brito; OLIVEIRA, Thásia Campos de; VIEIRA, Edzana Roberta Ferreira de Cunha. Análise SWOT: a simplicidade como eficiência, Rio Grande do Norte, 2011, 11f.

                                      COMO ERA A COMUNICAÇÃO EM MASSA ANTES DA INTERNET?

                                      Antigamente os “líderes de estado”, “príncipes governantes” ou reis utilizavam dos meios de comunicação para se beneficiarem. Tinham os chamados jornalistas-escritores ao seu lado para descrever e reportar os acontecimentos da época, em que o principal meio de comunicação era um tipo de notícia manuscrita. No século XVI segundo Kunczik (2002), em Veneza saiu à primeira distribuição comercial e profissional de notícias para o público, na Alemanha em Nuremberg saiu o Nurnberger Nachrichten (Notícias de Nuremberg) e em Augsburgo, Figger publicou o Ordinari-Zeitungen, mas o primeiro jornal publicado diariamente segundo Kunczik (2002) foi Einkommende Zeitung de Leipizig (1650) e mesmo com as impressões do tipo móvel os jornais manuscritos não foram retirados imediatamente do mercado devido à vantagem de oferecer notícia exclusiva, rápida e confidencial, além de passar melhor pela censura.

                                                                                                 Fonte: darkHunTer2009

                                      Aos poucos os jornais foram se modificando, vieram as impressões que deram um boom no jornalismo e, ao longo do século XX, o ambiente político se modificou devido ao impacto criado pelo desenvolvimento contínuo dos meios de comunicação, com pessoas se comunicando com outras que estavam a milhares de quilômetros, os cidadãos interagindo com o meio politico, conhecimentos sendo transmitidos de forma rápida e atingindo uma quantidade numerosa de pessoas, o processo de governo se alterou. Segundo Miguel (2002), os novos meios exigiam novos tipos de políticos, que soubessem como utilizá-los. Cada um à sua maneira, Franklin Roosevelt, nos Estados Unidos, e Hitler, na Alemanha, tornaram-se símbolos da política da era do rádio. E o cinema que de forma politica diferente foi aproveitado em Hollywood e na UFA berlinense. No entanto, Miguel (2002) afirma que o meio dominante desde que surgiu e que parece não ser desafiado pelas novas tecnologias, é a televisão. Ela revolucionou nossa percepção do mundo, em especial do mundo social e, dentro dele, da atividade política.

                                      Logo após a televisão veio os computadores e quase ao mesmo tempo com a tecnologia veio a Internet, que é a conexão de dois ou mais computadores em uma rede, Monteiro (2001) argumenta que a internet surgiu de uma rede idealizada em meados dos anos 60, como uma ferramenta de comunicação militar alternativa, que resistisse a um conflito nuclear mundial, e que aos poucos foi sendo utilizada por um grande número de usuários e a partir daí foi que a internet se transferiu para a administração de instituições não-governamentais, que se encarregam, entre outras coisas, de estabelecer padrões de infraestrutura e registrar domínios.

                                      Após o surgimento da internet, o cientista inglês Tim Berners-Lee nos laboratórios do CERN (Conselho Europeu para Pesquisa Nuclear) na Suíça, a World Wide Web nasceu da necessidade de compartilhar dados entre os membros dos diversos projetos de pesquisa em andamento no CERN. Ela foi concebida como uma ferramenta de troca de informações mais amigável que as interfaces “somente-texto” então utilizadas. Baseado no conceito de hipertexto (que veremos adiante), Tim desenvolveu uma linguagem de programação (chamada HTML, ou HyperText Markup Language) que permitia ao usuário – utilizando um mouse e um software chamado “browser” (navegador), desenvolvido especialmente com esta finalidade – acessar diversas informações de modo não-linear, indo de um documento (fosse ele texto, imagem ou som) a outro através de ligações entre eles, mesmo que estivessem em computadores remotos. A primeira demonstração pública da WWW foi realizada em dezembro de 1990. Em maio de 1991 ela foi implementada nos computadores do CERN.

                                      Segundo Monteiro (2001)
                                      O surgimento da internet e da World Wide Web trouxe novos elementos para o cenário dos meios de comunicação, gerando possibilidades nunca antes imaginadas no sentido da democratização da informação. Ao mesmo tempo, as exigências para a sua utilização e a pouca abrangência desse novo meio de comunicação geram um novo problema: a exclusão digital.


                                      Se você vivesse num mundo se minternet, como se comunicaria?

                                      Fonte: akenoomokoto

                                      Até mais...


                                      REFERÊNCIAS:

                                      KUNCZIK, Michael. Conceitos de Jornalismo: Norte e Sul: Manual de comunicação/Michael Kunczik; tradução Rafael Varela Jr. - 2.ed.- São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo. 2002
                                      MIGUEL, Luis, F. Os Meios de Comunicação e a Prática Política; Lua Nova; 2002
                                      MONTEIRO, Luís. A internet como meio de comunicação: possibilidades e limitações. INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares de Comunicação. XXIV Congresso Brasileiro de Comunicação – Campo Grande/MS, 2001.

                                      VOCÊ SABE COMO SURGIU A COMUNICAÇÃO?


                                      A noção de comunicação recebeu atenção a partir do século XIX e somente durante o século XX tornou-se assunto de pesquisas; hoje já é discutida no ambiente acadêmico pela importância que assumiu na âmbito social. Desde o século XVIII, Adam Smith já dava o seu primeiro passo teórico sobre o assunto (MATTERLART, 2001).

                                      A troca de mensagem e a troca de mercadoria entre pessoas logo foi considerado em um sentido mais amplo um tipo de comunicação. Na perspectiva de Sodré (1996, p.11 apud LAIGNIER e FORTES, 2009) que:
                                      “comunicação é quando se faz referências à ação de pôr em comum tudo aquilo que, social, política ou existencialmente, não deve permanecer isolado. Isso significa que o afastamento originário criado pela diferença entre os indivíduos, pela alteridade, atenua-se graças a um laço formado por recursos simbólicos de atração, medição ou inculação”.
                                      EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA COMUNICAÇÃO 

                                      A comunicação oral surgiu com os proto-humanos na pré-história, estes comunicavam-se através de um código primitivo de gestos e sons que combinados formavam a mensagem, como dizem Laignier e Fortes (2009, p. 9). Para este grupo de indivíduos a mensagem tinha que ser curta. Para os autores os Proto-Humanos não tinham capacidade de decodificar e gravar mensagens longas. Em seguida surge uma espécie chamada Cro-Magnon, que utilizava a linguagem com códigos cujos significados eram mais complexos e socialmente compartilhados, proporcionando o desenvolvimento da comunicação e do pensamento humano. Acredita-se que essa espécie que antecede o Homo-Sapiens já utilizava a fala como forma de comunicação, por causa da sua estrutura física ser semelhante a do seu sucessor. Esse grupo de indivíduos praticava rituais próprios da cultura da época repetidamente como forma de recordar e difundir a cultura; estava sempre remetido ao presente, pois não fazia planos de longo prazo.

                                      Há a possibilidade de identificar duas formas de utilização da linguagem oral, sendo elas a oralidade primária e a secundária, conforme aponta Lévy (apud Laignier e Fortes, 2009, p. 12). A oralidade primária seria o período já citado, dos proto-humanos e da espécie Cro-Magnon, compreende a fala gesticulada. O intermédio entre a primária e a secundária seria o surgimento de outras possibilidades de comunicação, como a escrita, a impressão, rádio e televisão. Eis que, nesse intermediário, surge o Homo-Sapiens (espécie humana) e com essa nova espécie um novo estilo de vida, o homem agora vive agrupado em determinadas regiões, construindo territórios e assume uma postura sedentária, deixa de ser caçador para ser pastor. Criou-se, então, cenário propício para o surgimento da escrita e alguns autores afirmam que a principal causa desse surgimento foi econômica, uma vez que comercializavam mercadorias uns com os outros e tornou-se necessário controlar a transição das mercadorias pelo território.

                                      Um dos primeiros povos a utilizarem a escrita como forma de organização foram os sumérios. Eles faziam uso da escrita cuneiforme, desenhos em tabulas de argila ou pedra e cada desenho tinha um significado. Posteriormente, no Egito, surge uma nova forma de escrita, agora por razões politicas tendo em vista que o Egito era uma Monarquia rígida e havia necessidade de registrar os feitos do rei. Os egípcios utilizavam a escrita por sinais ideográficos, os hieróglifos. Mas nesse contexto surgem duas formas de escrita cursivas; a hierática, usada nos textos religiosos dos sacerdotes e a hierática, utilizada nos documentos de direito privado e nos outros setores sociais. Nesse contexto social a escrita era um privilégio dos escribas, pessoas alfabetizadas que eram responsáveis pelo registro de informações escritas. Os egípcios ainda contribuíram para o desenvolvimento da escrita através da invenção do papiro, material que antecede o papel e onde foi gravada a história do Egito.
                                      Já os fenícios, habilidosos comerciantes, constituíram a escrita silábica que daria origem ao primeiro alfabeto ocidental de que se tem história. O código de escrita era composto apenas pelas consoantes e foi difundido pelo mundo através da navegação, do comercio e das relações diplomáticas desse povo. Esse sistema de escrita passou a ser utilizado também pelos gregos (devido às relações comerciais entre os dois povos) que acrescentaram as vogais ao código fenício e deu origem ao primeiro alfabeto. Na sociedade grega dessa época a alfabetização passa a ser mais democratizada e, embora as mulheres não tivessem direito à alfabetização, esse não era um privilégio de escribas ou de um único grupo social. 

                                      Embora tenha ocorrido grande avanço na comunicação escrita na Grécia, a sociedade era baseada na oralidade. Nesse contexto surge outro meio de registrar informações escritas: o pergaminho, material semelhante ao papiro, porém mais resistente que demandava maior especialização para ser fabricado.

                                      Enquanto isso, no Oriente, os chineses desenvolveram o sistema de escrita ideográfico, com mais de quatro mil caracteres, que eram grafados em tábuas de madeira, isso levou os chineses a pesquisarem alternativas de suporte para a escrita, a primeira foi o papel de seda, que por ser caro era utilizado apenas nos comunicados imperiais e oficiais. Os chineses buscaram conhecer alternativas de suporte para a escrita já utilizada por outras sociedades e, tendo notícia sobre o papiro (no Egito) e o pergaminho (na Grécia), desenvolveu o papel, também de origem vegetal como o papiro, porém mais resistente. O papel foi difundido pela Europa pelos árabes, com grande importância religiosa, devido à obrigação de copiar o Alcorão antes de decorá-lo. Além disso, os árabes transmitiram a cultura grega pela Europa através de suas bibliotecas.

                                      Os romanos também desenvolveram um código de escrita, o alfabeto latino, não se sabe se a partir do alfabeto grego propriamente dito ou do etrusco, que é uma adaptação do alfabeto grego que chegou à região da Toscana. Em Roma havia também muitas bibliotecas públicas e privadas, as quais continham salas de leitura e discussão, o que demonstra a difusão da leitura na região. 

                                      Posteriormente a humanidade entra em um momento critico do desenvolvimento da comunicação, a Idade Média, momento onde surge a Igreja Católica Apostólica Romana e com ela ficam centralizados todo o conhecimento. Esta controlava o conteúdo que era transmitido para a sociedade, os monges traduziam apenas obras que condiziam com o ideal da Igreja Católica. A prática da leitura era um privilégio de monges e alta sociedade ligada à Igreja. Mais tarde, houve o surgimento das faculdades que ampliou o acesso às obras escritas, as gregas principalmente. 

                                      A Idade Média também modificou a forma de arquivar os documentos; antes os livros eram enrolados em pedaços de madeira formando os volumina (no singular – volumen palavra que deu origem ao termo volume) e a partir de então passaram a ser encadernados nos codex, muito parecido como os livros que usamos hoje. Na China desenvolveu-se a impressão sobre a madeira, devido à necessidade de impressões idênticas, fato que antecede a criação da prensa tipográfica por Gutenberg.  A partir de então a evolução na forma de se comunicar tornou-se mais rápida e a nova forma de impressão dos livros levou a humanidade à uma nova Era chamada Idade da Impressão, que de acordo com DeFleur e Ball-Rokeach (1993) deu-se um pouco antes de Colombo fazer sua famosa viagem, disseminou-se pela Europa e outras partes do mundo, possibilitando o acesso de mais pessoas aos livros e descentralizando o conhecimento das mãos dos escribas sacerdotes e elites políticas. Em seguida, aproximadamente no século XIX, surgem o jornal impresso em Nova York (meados de 1930) e a mídia elétrica, como o telégrafo e telefone. Mas na visão de DeFleur e Ball-Rokeach (1993) foi com o uso de filmes, radio e televisão que começou a Era da Comunicação em Massa de fato. Segundo Monteiro (2008, p. 46-47)
                                      o norte-americano Lee DeForest desenvolve, em 1906, uma válvula amplificadora (tríodo) que aumentava as características do sinal, promovendo sua estabilização. Ainda naquele ano, o canadense Reginald Fessenden utilizava um alternador produzido pelo sueco Ernest Alexanderson e conseguia a primeira transmissão de som sem fios. 

                                       Já Rodrigues (2012, p. 15) afirma que o rádio surgiu da verificação experimental de Hertz, em 1887,de ondas de rádio que viriam a ser chamadas de ondas hertzianas, revelando novas possibilidades na programação de voz, mais tarde o físico Édouard Branly constrói um aparelho chamado coesor, capaz de captar essas ondas. A partir daí o rádio passa a exercer função importantíssima para a comunicação em massa, transmitindo desde notícias até programas direcionados a grupos sociais distintos. E não demorou muito para a sociedade conhecer um novo astro da comunicação, a Televisão (ou TV) paralelamente com o satélite transmitia imagem e som diretamente para as residências. E em seguida, entramos na Era dos Computadores e com ela a internet derivada da WWW (do inglês World Wide Web, cuja tradução aproximada seria “rede mundial de computadores”). De acordo com Costella (apud Rufino, 2009, p. 7): 

                                      [...] a internet começou a nascer no final da década de 1950 a partir deprojetos desenvolvidos por agências do Departamento de Defesa Americano, preocupadas com manter a viabilidade das telecomunicações em caso de guerra nuclear. A ideia central desses projetos consistia em interligar centros militares por meio de computadores, de tal forma que a destruição de um deles não impedisse a sobrevivência dos demais bem como a de um centro remoto [...]
                                      A partir de então constitui-se a Sociedade da Informação (SI), onde de acordo com Coutinho e Lisboa (2011) não existem barreiras para o conhecimento e onde ocorre o processo de mudança constante, tanto no que diz respeito à tecnologia quanto à utilização da mesma e os impactos na sociedade.

                                      Quais os meios de comunicação que você mais usa? Além da internet - é claro.

                                      Até mais...

                                      REFERÊNCIAS:

                                      COUTINHO,Clara; LISBOA, Eliana. Sociedade da informação, do conhecimento e da 
                                      aprendizagem: desafios para a educação no século XXI. Revista de Educação, Vol. XVIII, nº 1, | 5 – 22, 2011 
                                      DEFLEUR, Mervin L; BALL-ROKEACH, Sandra. Teorias da comunicação de massa. Tradução da 5ª ed., Rio de Janeiro,  p. 21-40*, 1993
                                      LAIGNIER, Pablo. FORTES, Rafael. Introdução à história da comunicação. Rio de Janeiro: E-papers, p. 05-27, 2009. 
                                      MARTTELART, A.; MARTTELART, M. História das teorias da comunicação. Trad. Luiz Paulo Rouanet. São Paulo: Loyola, 2001.
                                      RUFINO, Airtiane F. Twitter: a transformação na comunicação e no acesso às informações. XI Congresso de Ciência da comunicação na região do Nordeste, Intercom - sociedade brasileira de Estudos interdisciplinares na Comunicação. Teresina, 2009.
                                      SILVA,  Nair. Radio na web – um novo modelo de comunicação radiofônica. Ciberlegenda, p. 124-134, 2011.



                                      EMPREENDEDORISMO


                                      O termo empreendedorismo tem sido abordado de diferentes formas. Silva (2005, p. 2) diz que “empreender é ter um objetivo”. O conceito que surgiu em 1765 é explicado por Richard Contelan como a receptividade ao risco de comprar algo por determinado preço e vende-lo em um regime de incerteza.

                                      Jean Baptiste Say (1802) amplia o conceito dizendo que empreendedorismo é uma transferência de recursos econômicos de um setor de produtividade mais baixa para outro mais onde a produtividade é mais alta e de maior rendimento. “O empreendedor é aquele que destrói a ordem econômica existente pela introdução de novos produtos e serviços, pela criação de novas formas de organização ou pela exploração de novos recursos e materiais” (SHUMPTER, 1949 apud DORNELAS, 2008).

                                      As definições de empreendedorismo incluem três aspectos: 
                                      1. Tem iniciativa para criar um novo negócio e paixão pelo que faz;
                                      2. Utiliza os recursos disponíveis de forma criativa, transformando o ambiente social e econômico onde vive;
                                      3. Aceita assumir riscos calculados e possibilidades de fracassar (DORNELAS, 2008, P. 23).

                                      Na definição de Dornelas (2001) o empreendedorismo é dividido em duas categorias: o de oportunidade, onde profissionais empreendedores têm plena consciência de onde querem chegar, planejando seu crescimento em busca do lucro; e o empreendedorismo por necessidade, motivado pelo desemprego e alternativa de manter-se no mercado. Para Guimarães e Azambuja (2010) “é dinâmico, altera-se no tempo e espaço em razão de transformações socioeconômicas e tecnológicas”. 

                                      O empreendedorismo por oportunidade tem maior impacto na economia, pois o empreendedor está mais preparado e desenvolve negócios com base em novas tecnologias e inovação, o que não ocorre no empreendedorismo por necessidade (DEGEN, 2008). 

                                      Salim e Silva (2010) ressaltam que as características e hábitos empreendedores podem ser adquiridos, praticados e desenvolvidos, ou seja, qualquer um pode empreender desde que esteja disposto a isso. Os autores ressaltam ainda que o empreendedor assume uma postura proativa que lhe permite perceber e avaliar as oportunidades, desenvolvendo habilidades e planos para atingir seus objetivos e obter o apoio de colaboradores; estes são habituados a tomar decisões e buscam criar valor em seus empreendimentos (SALIM e SILVA, 2010).

                                      Empreendedor é uma pessoa criativa, marcada pela capacidade de estabelecer e atingir objetivos e que mantêm alto nível de consciência do ambiente em que vive, usando-o para detectar oportunidades de negócio. Um empreendedor que continua a aprender a respeito de possíveis oportunidades de negócio e a tomar decisões moderadamente arriscadas que objetivam a inovação continuará a desempenhar um papel empreendedor. Um empreendedor “é uma pessoa que imagina, desenvolve e realiza visões” (FILION, 1999, p. 5).

                                      Fialho (2007) diz que o ato de empreender está relacionado à utilização criativa de recursos para inovar, assumir riscos calculados e buscar novas oportunidades.

                                      McNeil et al (2004 apud SARKAR, 2009) apresenta uma matriz om os fatores de mercado e ambiente que influenciam a natureza da resposta empreendedora, onde pode-se observar que quando o mercado é mais estável com ofertas asseguradas e produtos tecnologicamente avançados há baixo requerimento do empreendedor. Mas no outro extremo, a complexidade e incerteza de um mercado onde produtos e processos são mais complexos, com maior competitividade e grandes alterações tecnológicas demandam a ação do empreendedor.

                                      Entendendo melhor os quatro ambientes da matriz de fatores influentes do mercado, tem-se que: o Ambiente A é mais simples e cheio de certezas, a demanda geralmente é previsível e há pouca competição; O Ambiente B também é simples, mas nele o empreendedor já tem que lidar com as incertezas, o mercado é bem organizado e a demanda é garantida, porém há elevado grau de alterações tecnológicas e isso leva ao comportamento incerto de consumidores e clientes; no Ambiente C produtos, serviços e tecnologias são complexos, mas têm desenvolvimento previsível para os empreendedores, a competição é baixa, pois há variedade de clientes e de indústrias; já o Ambiente D é complexo e incerto, há grande número de competidores ativos em diferentes indústrias, ofertas de várias fontes, com grande taxa de alterações tecnológicas.

                                      Tabela 2 Fatores de mercado e ambiente que influenciam a natureza da resposta



                                      Fonte: Elaborado pela autora com dados de McNeil et al (2004 apud SARKAR, 2009).


                                      Você se considera um empreendedor?

                                      Até mais...

                                      REFERÊNCIAS:

                                      DEGEN, Ronald Jean. Empreendedorismo: uma filosofia para o desenvolvimento sustentável e a redução da pobreza. Revista de Ciências da Administração, v. 10, n. 21, p. 11-30, mai./ago. 2008.
                                      DORNELAS, José Carlos A. Planejando incubadoras de empresas: como desenvolver um plano de negócios para incubadoras. Campus, Rio de Janeiro, 2002
                                      DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. Rio de Janeiro: Elsevier, 2001.
                                      DORRELAS, José C. A. Empreendedorismo: transformando suas ideias em negócios, 3ª ed., Elsevier, Rio de Janeiro, 2008.
                                      FIALHO, Francisco; MONTIBELLER, Gilberto; MACEDO, Marcelo; MITIDIERI, Tibério da C. Empreendedorismo na era do conhecimento. Visual Book, Florianópolis, 2007.
                                      FILION, Louis Jacques. Empreendedorismo e gerenciamento: processos distintos, porém complementares. RAE – Revista de Administração de Empresas, v. 7, n. 3, p. 2-7, jul./set. 2000.
                                      SALIM, Cesar S.; SILVA, Nelson. Introdução ao empreendedorismo: construindo uma atitude empreendedora. Elsevier, Rio de Janeiro, 2010.
                                      SARKAR, Soumodip. Empreendedorismo e Inovação. 2 ed., Escolar editora, 2009.
                                      SILVA, Fernanda Faustino da. Levantamento do potencial de geração de empreendedorismo em cidades da microrregião do Alto do Sapucaí - AMASP. Itajubá, 2014, 45f. 

                                      Estratégia


                                      Fonte: moonwolf03
                                      Porter (1996) considera que a estratégia é a escolha de um conjunto diferente de atividades com o objetivo de fornecer um conjunto único de valores. Segundo Mintzberg e Quinn (2001) a estratégia tem sido utilizada de diversas maneiras, mesmo sendo elaborada e aplicada de forma tradicional, sendo que o reconhecimento desta definição pode auxiliar o manuseio de pensamentos em diversos campos.
                                      Mintzberg (19973) diz que o planejamento estratégico não é um processo natural pelo qual a estratégia surge, é o processo de elaboração não formalizado. As estratégias surgem devido experiências passadas e vividas. Coutinho e Ferraz (1994) ressaltam que os principais fatores determinantes da competitividade podem ser divididos em Internos, Sistêmicos e Estruturais.
                                      • Fatores Internos: envolvem a gestão, a tecnologia utilizada na empresa e a capacitação dos funcionários.
                                      • Fatores Sistêmicos: são fatores determinados pela Economia e pela Política da região em que as empresas estão atuando.
                                      • Fatores Estruturais: refere-se ao mercado de uma forma geral, os concorrentes consolidados e os entrantes no mercado.

                                      Hamel e Prahalad (1995) pregam que não basta uma empresa se tornar rápida e eficiente, é necessário reinventar-se constantemente, atualizar sua estratégia, para ter um diferencial em relação à concorrência.

                                      Reinvente-se sempre.

                                      Até mais

                                      REFERÊNCIAS:

                                      MINTZBERG, H; AHLSTRAND, B; LAMBEL, J. Safari de estratégia, um roteiro pela selva do planejamento estratégico. Porto Alegre: Bookman,2000.
                                      MINTZBERG, Henry; QUINN, James Brian. O processo da estratégia. 3 ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.
                                      PORTER, Michael E. What’s Strategy? Harvard Business Review. nov - dez, 90, p. 61-78. 1996
                                      MINTZBERG, H. Strategy- making in three modes. California Managemente Review. v.XVI, n.2, p. 44-53.Winter / 1973.
                                      COUTINHO, L.; FERRAZ, J. C. (Coord.). Estudo da competitividade da indústria brasileira. 2.ed. Campinas: UNICAMP/Papirus, 1994.
                                      HAMEL, G.; PRAHALAD, C. K. Competindo pelo Futuro: estratégias inovadoras para obter o controle do seusetor e criar os mercados de amanhã.. 10 ed. Rio de Janeiro: Campus, 1995.

                                      Benefícios de se aprender um segundo idioma. E um terceiro. E um quarto. E um quinto…


                                      Fiz uma pequena pesquisa sobre os benefícios que podemos alcançar através do aprendizado de um idioma diferente. E como resultado encontrei algumas coisas interessantes:

                                      1- O seu cérebro cresce, literalmente.

                                      2- você evita a demência ou Alzheimer.

                                      3- Você escuta melhor.

                                      4- Melhora a memoria.

                                      5- Você desenvolve atenção multifocada.

                                      6- Você passa a enxergar o mundo de vários pontos de vida diferentes.

                                      7- Você melhora seu idioma nativo.

                                      Eu já estudei o Inglês, no qual tenho um nível intermediário, e estou aprendendo o Francês e o Russo, nos quais eu ainda me considero analfabeta, mas eu chego lá.

                                      Uma dica pra você, que como eu não pode pagar por professores particulares ou escolas de idiomas, é aprender no YouTube. Existem vários vídeos e até canais dedicados ao ensino de idiomas.

                                      Se tiver interesse em aprendero Francês ou o Russo dê uma olhada nas minhas playlist's no YouTube.

                                      Outra dica é buscar por materiais produzidos por nativos no idioma que você pretende aprender, vídeos, filmes ou mesmo artigos para se acostumar com os sotaques, velocidade da fala e também com a forma de escrever. Pra treinar o meu inglês costumo acessar o site do TED Ideas worth spreeding que tem várias palestras e artigos de diversas áreas e temáticas.

                                      Bora estudar idiomas então :D

                                      Até mais


                                      Metodologia Grumbach de Estratégia


                                      Desenvolvido por Raul Grumbach a partir de estudos sobre desenvolvimento de Cenários Prospectivos aliados à algumas idéias de autores consagrados.

                                      Este estudo evoluiu para uma sistemática de elaboração de Planejamento Estratégico com Visão de Futuro baseada em Cenários Prospectivos. São dois os conceitos fundamentais desta metodologia:
                                      1. Planejamento estratégico com visão de futuro através de Cenários Prospectivos, empregando simulação Monte Carlo, e
                                       2. Análise de parcerias estratégicas, levando em conta princípios da Teoria dos Jogos que permitem a Gestão Estratégica com análise de fatos novos obtidos pela inteligência competitiva. 
                                      Baseia-se em técnicas reconhecidas como: Brainstorming, Método Delphi, Impactos cruzados, Teorema de Bayes, Simulação Monte Carlo, Teoria dos Jogos, Simulação e Construção de Futuro.

                                      O método é aplicado em quatro fases: 
                                      1 Identificação do Sistema (a instituição), 
                                      Nesta fase busca-se conceituar as características que identificam a organização, tais como sua visão, missão, valores e objetivos estratégicos.
                                      2 Diagnóstico estratégico, 
                                      Esta é uma fase de pesquisa e compreensão da organização, pois realiza-se uma analise de SWOT, onde verifica-se quais são os Pontos Fortes, Pontos Fracos, Oportunidades e Ameças que irão influenciar na obtenção de resultados organizacionais. Neste momento utiliza-se também a Gestão do Conhecimento, Inteligência de Negócio e Inteligência Competitiva. Identificadas estas caracteriscas, farse-há três tipos de analises:

                                      • Analise do sistema como um todo, envolvendo a estrutura e os processos, e
                                      • Analise do ambiente que é coposto pelas variáveis externas e atores externos.

                                      3 Visão estratégica, desdobrada em etapas: 
                                      a. Visão do presente: interpretação dos Fatos Portadores de futuro para criação de medidas que visem fazer melhor uso do ambiente, reforçar os Pontos Fortes e corrigir os Pontos Fracos.
                                      b. Visão de futuro, simulação e gestão do futuro: a visão do futuro é obtida pela analise prospectiva, ou seja, a busca de futuros possíveis - os Cenários Prospectivos - em um horizonte temporal.
                                      c. Avaliação de medidas e gestão de resistências: ocorre a interação dos vários cenários possíveis em busca de um cenário alvo, onde o cenário mais provável é chamado de Ponto de Equilíbrio. Pode-se dividir em 
                                      4 Consolidação 
                                      A consolidação do método consiste na revisão dos conceitos abordados,  dos Cenários Prospectivos traçados e aplicação de decisões visando o cenário ideal para alcance dos resultados esperados.

                                      Este é um resumo da metodologia de Grumbach, que é bem complexa e compreende várias ferramentas estratégicas. Se quiser saber mais confira as referencias abaixo citadas, ou vá ao SlideShare clicando aqui.

                                      Se você ainda não conhece as ferramentas estratégicas citadas neste post, vá ao histórico do blog e informe-se.

                                      Até mais...


                                      REFERÊNCIAS

                                      RIBEIRO, Albino. O Método Grumbach: Uma Formulação Brasileira de Administração Estratégica. UFRRJ,  Programa de Pós-Graduação em Estratégia e Negócios (PPGEN) - Seropédica, RJ, Brasil, 2006.


                                      GRUMBACH, Raul José dos Santos; GRUMBACH, Rodrigo Pereira; FERREIRAGil Cordeiro Dias; LEAL, José Eduardo Amaral; FRANCOFernando Leme; MAIA, Sérgio Wright. MétodoGrumbach de Gestão Estratégica. BAINSTORM - Assessoria de planejamento e informática, Rio de Janeiro - RJ, 2006

                                      BRAINSTORM

                                      O Brainstorm consiste em - traduzindo ao pé da letra - uma Chuva de Ideias, uma reunião onde as pessoas são encorajadas a dar palpites para solução de um problema de forma totalmente livre, para que possa-se chegar à conclusões diferenciadas e inovadoras.



                                      Ralph Keeney, professor da Universidade Duke propõem um modelo de Brainstorm em 2013 que consiste em 

                                      1. Problema claro e definido;
                                      2. O grupo deve ter conhecimento do assunto e saber quais são os objetivos;
                                      3. Tenha um ambiente favorável, se possível fora do ambiente de trabalho;
                                      4. Orientar os participantes a inspirar-se e revisar tudo o que sabem sobre o assunto;
                                      5. Os participantes devem desenvolver suas próprias propostas e escrevê-las;
                                      6. Para a discussão ser coletiva deve-se usar todas as anotações de todos os participantes;
                                      7. quantidade produz qualidade - antes de começar a descartar as ideias que julgar não serem possíveis de aplicar ao problema em questão, tenha certeza de que acumulou o máximo de ideias possíveis;
                                      8. Não faça julgamentos, toda ideia deve ser acolhida e considerada para que o processo de criação da solução não seja inibido.

                                      A partir daí pode-se construir um mapa mental para dispor as ideias em um diagrama e discutir a utilização mais efetiva das ideias.



                                      Mapa mental
                                      Fonte: examtime.com



                                      REFERÊNCIAS

                                      REY, Beatriz. Como fazer um brainstorming eficiente. VOCÊ S/A, Ed. 181, 2013

                                      Metodologia de CANVAS

                                      A metodologia de CANVAS, é uma ferramenta gerencial muito útil na confecção de planos de negócios. Mas também pode ser utilizada na geração de ideias.

                                      "O Canvas Business Model é uma ferramenta de gerenciamento estratégico, que permite desenvolver e esboçar modelos de negócio novos ou existentes. É um mapa visual pré-formatado contendo nove blocos do modelo de negócios" (ANTONIO, 2011, p. 33).

                                      Como em um BrainStorm (chuva de ideias) funciona no direcionamento do que que se deseja alcançar e como fazer para conquistar seus objetivos.
                                      Fiz uma apresentação de slides com um resumo do  que é a ferramenta Metodologia de CANVAS from Jaqueline Dos Santos
                                      " target="_blank">aqui.
                                      Na apresentação coloquei dois exemplos de CANVAS que achei muito interessantes pela forma com são apresentados, os quais comparo na tabela abaixo:

                                      Etapas
                                      Exemplo 1
                                      Exemplo 2
                                      1
                                      Problema
                                      Atividades-chave
                                      2
                                      Segmentos de clientes
                                      Segmentos de clientes
                                      3
                                      Proposição de valor única
                                      Proposta de valor
                                      4
                                      Solução
                                      Relacionamento com o cliente
                                      5
                                      Canais
                                      Canais
                                      6
                                      Fluxos de Receitas
                                      Fontes de receitas
                                      7
                                      Estrutura de Custos
                                      Estrutura de custos
                                      8
                                      Métricas-chave
                                      Recursos-chave
                                      9
                                      Vantagem injusta
                                      Parceiros-chave

                                      1: A primeira etapa é determinar a sua atividade-chave ou o problema que você pretende solucionar;
                                      2: Em seguida determina-se o público alvo da sua ação, quem são os clientes ou consumidores dessa solução;
                                      3: A proposta de valor ou proposição de valor única é o que caracteriza sua solução - seja ela um produto ou um serviço;
                                      4: A sua solução e o relacionamento com o cliente devem ser alinhados, pois o produto ou serviço deve atender as necessidades do cliente. Aqui então as estratégias de marketing no tratamento do cliente como parte do processo de criação da solução, através de amostras de teste, pesquisa de satisfação, pesquisas de mercado e o pós-venda;
                                      5: Os canais de distribuição compreendem os meios pelos quais o produto chega até o cliente;
                                      6: Fluxos ou fonte de receitas são as atividades que de fato vão gerar renda para o seu negócio. No caso de ideias, nesta etapa vale vislumbrar por que os consumidores ou clientes pagariam por essa ideia;
                                      7: A estrutura de custo compreende os gastos para produção da solução;
                                      8: Métricas ou recursos-chave são os principais elementos necessário para fazer a solução funcionar e gerar o resultado esperado;
                                      9: A vantajem injusta ou parceiros-chave são o diferencial da solução, são as pessoas, organizações ou tecnologias que tornam sua solução difícil de ser copiada.

                                      Abaixo segue um exemplo do CANVAS para um projeto de Estacionamento no centro da cidade.


                                      Este método, segundo Neto (2014), estimula a inteligencia coletiva através da interação e colaboração dos envolvidos no projeto, pois todos terão uma visão geral do que é o projeto e como desenvolvê-lo para alcaçar o melhor resultado.


                                      REFEERÊNCIAS:

                                      ANTÔNIO, Leonardo Farah. Desenvolvimento De Uma Metodologia Para Alinhamento Estratégico Nos Laboratório do  PRO. Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, 2011. Disponível em: http://pro.poli.usp.br/wp-content/uploads/2012/pubs/desenvolvimento-de-uma-metodologia-para-alinhamento-estrategico-nos-laboratorios-do-pro.pdf

                                      NETO, Manuel Veras Souza. Gerenciamento de Projetos: Project Model Canvas (PMC). Brasport, rio de Janeiro, 2014. Disponível em: http://www.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=wohNBAAAQBAJ&oi=fnd&pg=PA1&dq=metodologia+de+CANVAS&ots=copWCHYyqI&sig=06Ea59Qdkxlu-KnBmJv4j9F1bTc&redir_esc=y#v=onepage&q=metodologia%20de%20CANVAS&f=false


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